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Mais tarde, adquiriu duas casas próximas ao Cine Central, mas o patrimônio não aprovou o seu projeto. Ele não desistiu e, recebendo a notícia de que o prédio construído em 1886 para abrigar o então Liceu de Artes e Ofícios (de 1886 a 1937) havia sido colocado a leilão, Salvador não pensou duas vezes, arrematou o imóvel já com a intenção de reformá-lo e instalar ali um cinema. Como o prédio era tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram necessários anos de negociações, ameaças e brigas, até que finalmente Salvador conseguiu inaugurar o Cine Vila Rica.
O primeiro filme sonoro exibido foi “Rebelião em Vila Rica” de 1958 - rodado em Ouro Preto - direção de Renato e Geraldo Santos Pereira.
Sempre contou com grandes lançamentos, como os clássicos: “Reis dos Reis”, “Bem Hur”, “Sissi”, “A Noviça Rebelde” e “E o Vento Levou”, sem contar os faroestes imperdíveis como “O Dólar Furado” e muitos outros, além dos filmes nacionais protagonizados por “Mazaroppi”. A casa sempre lotada, onde os 650 lugares eram poucos para tantos que se enfileiravam nos passeios da frente, nas esquinas do Fórum, na Rua do Paraná. Às vezes, nos finais de semana, as três sessões diárias eram insuficientes para tanta gente e era comum depararmos com pessoas assentadas no chão e em pé assistindo ao tão esperado filme.
O Cine Vila Rica pertenceu à família Trópia por 27 anos. Em 1985, o cinema foi fechado. A falta de público, a concorrência da televisão e o baixo poder aquisitivo foram alguns dos motivos. No ano seguinte, a Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP adquiriu o prédio transformando-o em Centro de Cultura ao manter o seu funcionamento regular. Em agosto de 2004, a UFOP reabriu, em grande estilo, o Cine Teatro Vila Rica, com equipamentos modernos e programação atual e diversificada.
Hoje palco de grandes encontros, o Cine Teatro Vila Rica representa um marco da história cultural de Ouro Preto.
Fonte: UFOP
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